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segunda-feira mai 7, 2012

Criança tem mais imaginação?

Tanto a criança quanto o adulto têm imaginação. Entretanto, ela se manifesta de modos diferentes em cada etapa. Durante a infância, ajuda a desenvolver a inteligência. Nessa fase, conhecemos o mundo aos pouquinhos. Estamos sempre tentando entender como tudo funciona; somos verdadeiros exploradores em busca de novidades. Por isso, às vezes fazemos relações entre as coisas que podem parecer estranhas ou maluquinhas para quem já cresceu, dando a impressão de que temos maior capacidade para inventar.

Como o adulto viveu mais e teve inúmeras experiências, consegue imaginar coisas mais complexas (difíceis). Sem essa habilidade, aliás, não seria possível criar livros, filmes, desenhos, espetáculos, máquinas, tecnologias e tantas outras invenções, não é mesmo?

Com a criatividade acontece algo parecido: todos a têm. A diferença é que costumamos ser mais criativos em uma determinada tarefa ou área e menos em outras. Em geral, isso depende da forma como treinamos diferentes habilidades ao longo de nosso crescimento.

Quem, por exemplo, entra em contato com lápis de cor, tinta, canetinha e papel desde cedo, tendo liberdade para brincar com os materiais possui grande chance de se tornar bom desenhista ao crescer. Além disso, ser criativo não significa apenas fazer algo novo ou mirabolante.

Dessa maneira, ninguém precisa ter medo de perder a imaginação e a criatividade quando for adulto, pois são características dos humanos. Teremos de usá-las bastante durante a vida para realizar trabalhos e até resolver problemas.

Arte é importante para a criatividade

Durante a infância, os adultos nos ajudam a desenvolver a criatividade. São responsáveis por nos incentivar a brincar, desenhar, dançar, escutar música, conhecer objetos, além de nos levar a lugares legais, como parques e teatros. Por meio dessas atividades exploramos o mundo, desvendamos seus mistérios e adquirimos conhecimento.

E tudo isso está ligado à arte, expressão pela qual a gente consegue se comunicar quando ainda nem sabe falar ou escrever. Ela também nos ensina a olhar para as coisas e entendê-las de diferentes maneiras. Por isso, é importante ter contato com várias manifestações artísticas desde que somos crianças. E, acredite, não é tarefa complicada.

No Grande ABC, há opções superbacanas de locais que você pode visitar com a família, se divertir e aprender de montão. A Sabina Escola Parque do Conhecimento (Rua Juquiá, tel.: 4422-2001), em Santo André, é um deles. Tem exposição sobre o pintor Cândido Portinari, pinguinário, planetário, entre outras atrações. Na página oito também há sugestões de muitas peças – algumas gratuitas – na região e em São Paulo.

Brincar para crescer bem

As brincadeiras não servem apenas para gastar energia, como costuma-se pensar. Também enriquecem o desenvolvimento da inteligência. Por isso, são fundamentais para o crescimento da imaginação e da criatividade.

Há três tipos principais de jogos que nos acompanham até a vida adulta. O primeiro é o jogo de exercício, que surge no comecinho da infância. É aquele em que o bebê repete movimentos e ações por vontade própria, fazendo com que a coordenação motora melhore.

A partir dos 2 anos aparecem os jogos simbólicos, formados pelas brincadeiras de faz de conta e imitação. Em geral, nos ajudam a entender a diferença entre o real e o imaginário.

Já por volta dos 4 anos há os jogos de regras, que podem ser desde divertimentos com cartas e tabuleiros até atividades em grupo. Permitem que a gente entenda a importância de obedecer regras.

Fonte: Diário do Grande ABC (Julina Ravelli)
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Postado por: Vinicius | Na Categoria Criança, Curiosidades, Recreação
quinta-feira abr 26, 2012

Ambientalistas e escritores sugerem que educação das crianças se volte à sustentabilidade

Ambientalistas que vêm acompanhando as discussões prévias para a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, educadores e autores de literatura infantojuvenil consideram que a educação das crianças para o contexto da sustentabilidade é uma questão que precisa ser aprofundada nas agendas, oficial e paralela, do evento que será realizado de 13 a 22 de junho deste ano, no Rio de Janeiro.

Segundo a escritora Anne Raquel Sampaio, nas reuniões preparatórias da Cúpula dos Povos, das quais vem participando, há uma dificuldade muito grande na abordagem da questão da criança. “Como existe uma preocupação muito grande com os temas maiores, a relação da criança com o meio ambiente é vista como um tema menor. Mas se a gente não fizer a cabeça das gerações futuras, simplesmente não haverá geração futura”, opina.

Doutora em educação e professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), onde coordena o fórum Infâncias e Escolas da Natureza, Léa Tiriba considera que é preciso “desemparedar” as crianças, no âmbito da educação infantil. Em documento para o Ministério da Educação, ela apontou a necessidade de “religar” as crianças com a natureza como uma das diretrizes básicas de uma educação ambiental voltada para a infância.

Fonte: Agência Brasil

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Postado por: Vinicius | Na Categoria Criança, Notícias, Responsabilidade Social
quarta-feira abr 4, 2012

Crianças apresentam mais saúde após equoterapia

Fortaleza Com apenas dois meses de prática da equoterapia, a garota Ana Beatriz dos Santos, 3 anos, portadora de autismo, já apresenta sinais de melhor socialização. Consegue ir no transporte escolar sem a mãe e já indica quando precisa ir ao banheiro. Aceita melhor o convívio com outras pessoas além da família e também emite novos sons e até cantarola músicas que ela mesmo cria.

 

Da mesma forma, a garota Camilly Moraes, 9 anos, portadora de paralisia cerebral, após três meses de prática da equoterapia, já consegue andar sozinha em casa apoiando-se na parede e mostra melhor equilíbrio na postura em pé, além de musculatura mais fortalecida. Apresenta mais auto-confiança e coragem para ficar livre do andador.

 

Tem ainda o garoto Lucas Marinho, 4 anos, portador de síndrome de Down, também praticante da terapia com cavalo. Depois de pouco mais de um mês de aulas semanais, o menino já apresenta o andar mais firme e equilibrado, com fortalecimento da musculatura.

As três crianças são alunas do Centro de Equoterapia Cavaleiros da Esperança, em Caucaia, e provam os benefícios da prática de montar em cavalos, sob orientação de equipe interdisciplinar. De acordo com pedagoga e estudante de Fisioterapia, Hedilânia Gadelha Batista, coordenadora do Centro, a equipe técnica já contabiliza resultados positivos, deste que iniciou o trabalho em julho do ano passado. “Os pais das crianças relatam resultados bem gratificantes”.

 

A psicóloga da equipe, Luiza Amélia Oliveira Batista, também acupunturista, explica que a equoterapia pode ser desenvolvida na linha da hipoterapia, destinada a pessoas com comprometimento físico ou mental. As vantagens são inúmeras como fortalecimento do equilíbrio e da musculatura, da concentração, socialização e melhora da autoestima e confiança.

Mas também a terapia com cavalos traz vantagens para pessoas em geral, especialmente crianças, por meio de um programa educativo e pré-esportivo. Recentemente, o garoto Artur Porto, 5 anos, teve seu primeiro contato na montaria. O momento foi especial, tamanha foi a alegria da criança sobre o cavalo. “As crianças em geral podem se beneficiar da equitação lúdica, aprender a controlar o cavalo, ter domínio sobre as rédeas. Tudo isto traz reflexos positivos na vida cotidiana da criança. Ela fica mais concentrada, autoconfiante”, afirma a psicóloga.

Ela também observa que a equoterapia dá melhor noção de limites para a criança, favorecendo o desenvolvimento da afetividade e da responsabilidade. “Há uma troca entre a criança e o animal. Ela aprende a responsabilidade de cuidar de outro ser, no manejo de limpar, escovar e alimentar o cavalo”.

O Centro de Equoterapia Cavaleiros da Esperança é de propriedade do criador de quarto-de-milha, Flávio Silveira. “Pelo meu investimento, estou muito satisfeito. O que eu fico penalizado é que muitas pessoas não acreditam ou não têm sensibilidade de ver esses praticantes aqui no picadeiro, pessoas que vieram aqui e não manifestaram nenhum interesse. Falta iniciativa no sentido de as pessoas quererem apadrinhar alguma criança. Mas estou muito satisfeito com o trabalho que a equipe está fazendo e pela evolução dos praticantes. De todos os praticantes e famílias que vieram aqui, poucos se afastaram. Então, isso também me deixa satisfeito”, diz.

Mais informações:

Centro de Equoterapia Cavaleiros da Esperança/ Centro de Treinamento Flávio Silveira

Caucaia – CE-085 – Km-3,5

(85) 8872.0322/ 9226.6217

Fonte: Diário do Nordeste (Valéria Feitosa)

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Postado por: Vinicius | Na Categoria Criança, Notícias, Responsabilidade Social
quarta-feira mar 28, 2012

Segredo é se misturar com crianças, diz jovem contadora de histórias

Anne Caroline Silva da Costa, de 17 anos, adora contar histórias. As próprias e as dos livros infantis. Ela desenvolveu técnicas para atrair a atenção das crianças quando participou do projeto Contando História, da Fundação Criança, autarquia da Prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC, onde mora. Na sua casa, no Jardim Calux, estão suas principais ouvintes, suas “cobaias”, como ela define: as duas irmãs, Sofia, de 2 anos, e Julia, de 4.

“Nunca conto uma história sem antes treinar com elas. O segredo para contar uma boa história é se misturar com as crianças, se dispor a sentar no chão e contar de coração aberto, porque a criança é pura”, diz Anne. Segunda ela, as meninas adoram os contos e interagem com as histórias.

Para garantir a “audiência” dos pequenos, Anne diz que valem fantoches, fantasias ou trilha sonora. “Tudo isso ajuda a chamar a atenção da criança, principalmente aquelas que não estão próximas de você durante a contação. Cada pessoa tem o seu artifício.”

Anne lembra que uma “isca” para atrair as crianças menores são os livros com imagens coloridas, em autorrelevo ou com sons.

Segundo Anne, a arte exige paciência porque, para garantir a atenção das crianças e chamá-la para dentro da história, antes é necessário ganhar sua confiança. “No começo, elas estranham um pouco, mas depois se rendem e pedem as histórias de princesas, dragões e outras.”

Apesar de já ter concluído sua temporada no projeto que atende cada jovem por, no máximo, um ano, Anne vai continuar contando histórias nas bibliotecas das escolas infantis de São Bernardo. Mas agora como voluntária. A atividade voluntária é necessária para que ela consiga bolsa de estudo no curso de letras em uma universidade particular de São Caetano do Sul, na qual ingressou neste ano.

Filha de uma dona de casa e enteada de um metalúrgico, Anne diz que, no bairro onde vive, é comum ver jovens em festas regadas a álcool e drogas. “É a ‘vibe’ dos jovens”, diz. Para ela, esses jovens não têm orientação sobre qual caminho seguir. “Há oportunidade para todos, mas o futuro depende do caminho que eu vou tomar. Meus interesses poderiam ter sido diferentes, se não fosse o projeto.”

Carreira de escritora
Anne também gosta de escrever. Desde os 13 anos, escreve contos, além de gostar de ler obras de Machado de Assis, Guimarães Rosa, Aloísio de Azevedo e Clarice Lispector. A garota conta que, quando entrou no projeto, aos 16 anos, o gosto pela leitura estava “escasso”, mas as atividades nas bibliotecas e os livros a ajudaram a resgatar o gosto.

“O projeto é simples, é puro, mas tem uma influência muito grande. É claro que tem muita gente que vai pela bolsa, mas eles te oferecem um leque muito grande de cultura que depois é difícil largar.”

O projeto
O Contando História atende adolescentes com idades entre 15 e 17 anos durante um ano com o objetivo de estimular a leitura. Neste período, os participantes recebem uma bolsa de R$ 200 mensais, uniforme, seguro de vida e vale transporte bancados pela Prefeitura de São Bernardo. O projeto foi criado em 2007 ejá atendeu cerca de mil jovens.

Em contrapartida, os participantes atuam como contadores de histórias nas bibliotecas infantis das escolas municipais de São Bernardo. Os jovens têm aulas de formação em técnicas de leitura, comunicação e expressão e contação de história; confecção de bonecos com materiais reciclados e teatro.

Fonte: Globo Notícias (Vanessa Fajardo)

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segunda-feira mar 12, 2012

Você sabe escolher frutas corretamente?

Na feira ou no supermercado, a dica da nutricionista Juliana Simões, coordenadora de Nutrição, do Hospital do Coração (SP), é comprar as frutas da estação. “A safra da época é sempre melhor, tem mais nutrientes e sabor”, diz Juliana. A seguir, veja dicas para ajudar você a escolher as melhores frutas.

Abacate
A fruta deve ter a casca bem lisa, fina e verde. Aperte-os suavemente para verificar se estão firmes.

Abacaxi
O cheiro é um bom sinal de que a fruta está boa. Se é agradável, adocicado, está no ponto. Pressione com os dedos e, se estiver muito duro, ainda está verde. Confira se a casca está dourada e puxe uma folha da coroa: se sair fácil, está bem maduro.

Banana
Melhor que não esteja verde nem totalmente madura. Frutas muito maduras têm mais açúcar que fibras. A parte amarela da casca deve predominar sobre a preta.

Maçã
Rode na mão para ver se não há machucados na casca. Neles, os microorganismos podem se desenvolver. Quanto mais vermelha a maçã, mais doce.

Pêra
Se a casca está ligeiramente macia, cede um pouco ao toque, a pêra estará doce, saborosa. Se o cabinho sai fácil, está bastante madura, pronta para comer no dia.

Laranja
Prefira as mais pesadas, porque têm mais sumo. A consistência deve ser igual em toda a fruta, um lado não deve ser mais mole que o outro. Quanto mais laranja a casca, mais doce. Para as laranjas de casca amarelo-forte, as manchas de cor marrom mostram que estão doces e com mais suco.

Mamão
Confira se a fruta está macia e sem pontos de bolores na casca.

Manga
Ela deve estar macia ao toque, sem que a casca se rompa quando pressionada.

Melão
É uma das frutas mais difíceis de escolher porque possui a casca dura. Para começar, ela deve estar perfeira, firme, amarela, sem machucados ou partes amolecidas. Ao apertar a extremidade oposta ao caule esta deverá ceder levemente e ao ser sacudido se as sementes estiverem soltas, indica que este está pronto para o consumo.


Evite desperdícios

Aprenda a controlar o grau de maturação das frutas, principalmente no verão. As frutas mais maduras devem permanecer sobre refrigeração e deverão ser consumidas a curto prazo. As frutas mais verdes podem permanecer em temperatura ambiente até atingirem totalmente a maturação.


Para acertar na hora da lavagem

As frutas devem ser lavadas em água corrente para retirar a sujeira mais grosseira. Em seguida, para “matar” microorganismos, deixe-as imersas por 15 minutos em uma solução à base de hipoclorito na proporção de 1 litro de água para 1 colher de sopa de água sanitária.

Confira a época de cada fruta:

Jan / Fev / Mar Abr/ Mai / Jun Jul / Ago / Set Out / Nov / Dez
Abacate Abacate Abacate Abacaxi
Abacaxi Banana- D´água Banana-Prata Banana-Prata
Banana-Prata  Banana-Maçã  Banana-Maçã  Goiaba
Banana-Maçã  Coco  Banana- D´água  Laranja Natal
Caqui  Limão  Goiaba  Laranja Pêra
Figo  Laranja Lima  Jaboticaba  Manga
Fruta-de-Conde  Laranja-da-Baía  Laranja Lima  Mamão
Jaca  Laranja Seleta  Melão  Melão
Limão  Maçã  Melancia  Uva
Maçã  Mamão  Morango
Manga  Maracujá  Tangerina
Maracujá  Tangerina
Melancia
Mamão
Pêra
Uva

Fonte: Revista Crescer (Bruna Menegueço)

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Postado por: Vinicius | Na Categoria Culinária, Curiosidades, Nutrição
quarta-feira fev 29, 2012

Como controlar o choro e a irritação do bebê

Não é só para avisar que a fralda está suja ou que está com fome que os pequenos põem a boca no mundo. Também quando se sentem irritados, cansados ou entediados, eles expressam a insatisfação abrindo o berreiro. Nessas circunstâncias, o choro é um marcador de vitalidade e saúde. Preocupante seria se, com tantos desconfortos, seu filho ainda permanecesse quietinho, sem mostrar nenhuma reação. Os protestos da criança causam estranheza apenas se revelam um estado de mal-estar contínuo. Se o bebê não está doente e, mesmo recebendo todos os cuidados a que tem direito, não se acalma com nada, é preciso verificar o que provoca esse comportamento, sem esperar que ele vá mudar sozinho com o tempo. “Quando a irritação é permanente, o bebê dorme pouco e se mostra impaciente e nervoso na maior parte dos períodos em que se encontra acordado, é necessário investigar o que deve ser mudado na rotina ou no modo de se relacionar com ele”, afirma o pediatra Roberto Santoro Almeida.

Cumplicidade e aceitação

Como acontece em todos os relacionamentos afetivos, a afinidade entre mãe e filho também precisa ser construída. Ela depende de proximidade e de muita observação. “Só estando presente e acompanhando como o bebê reage a diferentes situações, é possível entender o padrão de comportamento dele, as coisas que o acalmam e o que motiva suas reações mais nervosas. Talvez o temperamento e o ritmo dele não coincidam com o da casa e o da família. Então, é normal que, nesse encontro, tanto os pais quanto a criança precisem de um tempo para se adaptar e descobrir um denominador comum”, avisa a psicanalista Silvana Rabello.
Um olhar atento e a própria intuição são os melhores aliados maternos na construção dessa cumplicidade. “Os pais de primeira viagem costumam ser bombardeados com inúmeras receitas prontas e palpites sobre a melhor maneira de criar o filho. No entanto, o mais importante é confiar nas próprias percepções, entendendo que aquele bebê é um ser único e que as choradeiras e mostras de irritação são a forma de que ele dispõe para comunicar que algo não vai bem”, explica a psicóloga infantil Ana Cristina Marzolla.

Equilíbrio delicado

Acredite: para acalmar sua criança, é essencial que você também esteja com as emoções em dia. E isso fica mais fácil quando encontra para si mesma um tempo que possa dedicar ao lazer ou a alguma atividade relaxante. A mãe que conta com uma boa rede de apoio, formada por pessoas dispostas a ajudá-la e a orientá-la sobre os cuidados com o pequeno, também tende a se mostrar mais calma. Um pediatra e um ginecologista podem minimizar dúvidas em relação à saúde, e os familiares, a babá ou mesmo uma empregada experiente aliviam a sobrecarga de tarefas. Se a mãe se sente segura e tranquila, naturalmente transmite seu bem-estar ao filho. “As crianças são facilmente influenciáveis pelas emoções dos adultos e oscilam de humor de acordo com elas. É um círculo: pais sossegados transmitem confiança e tranquilidade aos filhos, enquanto aqueles mais tensos e inseguros deixam as crianças irritadas e suscetíveis”, explica Ana Cristina. Também a qualidade do relacionamento com as outras pessoas da casa faz diferença. Qualquer briga ou discussão, mesmo que não atinja diretamente a criança, pode influenciar o comportamento dela. “Os desentendimentos fazem parte da vida, mas, quando se tornam constantes, afetam o bebê”, completa a psicóloga.

Limites que fazem bem

Passados os primeiros três meses, estabelecer horários para dormir, acordar, se alimentar e brincar ajuda a acalmar a fera. “Crianças pequenas não têm noção de tempo e dependem desses eventos, repetidos dia após dia, para se organizar. A rotina dá segurança e diminui a ansiedade do bebê porque ele consegue prever mais ou menos o que vai acontecer dali a pouco”, explica Almeida. É claro que, mesmo partindo de um cronograma preestabelecido, tem que haver flexibilidade, desde que as concessões sejam feitas com bom senso.

Estímulos na medida

Alguns bebês respondem com extrema irritação a ambientes barulhentos, agitados ou iluminados demais. Outros podem ficar entediados em uma casa sempre quieta e tranquila, pois sentem falta de uma gama maior de estímulos. E todos choram. Cabe aos pais identificar o que gera o nervosismo do filho, adequando a oferta de estímulos à natureza dele. Desse modo, garantem o incentivo de que a criança necessita para realizar descobertas sensoriais essenciais ao seu desenvolvimento. Mas mesmo os mais agitadinhos precisam desacelerar ao entardecer para ter um bom sono à noite. “O melhor jeito de dosar os estímulos é observar as reações do bebê. Se ele começa a chorar ou se mostra nervoso, é sinal de que cansou daquela brincadeira”, ensina Almeida.

Segurança garantida

Para o recém-nascido, nada é mais tranquilizador do que perceber que basta chorar para receber a atenção dos pais. Não precisa correr esbaforida em direção ao berço diante do mínimo resmungo nem pegar o filho no colo a todo momento. Mas é necessário estar por perto e falar com ele para restabelecer a calma. Segundo os especialistas, o medo de deixar a criança mimada não se justifica durante os primeiros meses. “O bebê não possui ainda um desenvolvimento psíquico tão refinado que lhe permita tentar qualquer tipo de manipulação. Se ele chora, necessariamente está manifestando um desconforto físico ou emocional”, garante a psicóloga Ana Beatriz Fernandes Lopes, especialista em clínica interdisciplinar com bebês, de São Paulo.

Pausa para o descanso

Respeitar a necessidade de sono e descanso do bebê é essencial para que a criança se mostre bem-disposta. “A qualidade do sono contribui para o desenvolvimento saudável. Então, em nome do bem-estar do filho, os pais terão que restringir as saídas com o recém-nascido, evitando passeios longos e locais agitados, com som ambiente e luzes fortes”, adverte Almeida. Se o pequeno relaxa e descansa pelo tempo necessário, também responderá com atitudes mais positivas quando estiver acordado. Exatamente como acontece com os adultos.

Fonte: M de Mulher (Rita Trevisan)

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segunda-feira fev 27, 2012

A importância da vacinação na fase adulta

Seu filho está com as vacinas em dia? Após o nascimento do bebê, a preocupação em manter o calendário de imunizações dele em ordem é grande. Você se preocupa em não atrasar nem deixar de vacinar a criança. Com o passar do tempo, quando os intervalos entre uma imunização e outra aumentam, é preciso prestar a mesma atenção.

Mas e você? Qual foi a última vez que você se vacinou? A maioria dos adultos não se imuniza por falta de informação mesmo. E a culpa não é sua, já que não há grandes campanhas de vacinação direcionadas aos adultos. No entanto, muitas doenças que atingem crianças pequenas poderiam ser prevenidas por meio da imunização dos pais e também dos cuidadores (o que inclui babás, avós e professores).

Preocupados com o aumento do índice de mortalidade de crianças com menos de 2 meses especificamente por coqueluche, a Sociedade Brasileira de Imunizações está fazendo uma campanha para reforçar a importância da vacinação em adultos. De acordo com o último relatório da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, houve um aumento no número de mortes por causa dessa doença: 1 em 2010 e 5 em 2011, todas elas em menores de 2 meses.

A vacina é imprescindível. Em crianças, ela ocorre em três doses: aos 2, 4 e 6 meses, além de dois reforços: aos 15 meses e aos 5 anos. A imunização vale por dez anos e após esse período deve ser renovada.

Carteira de vacinação em dia

Existem mais de 10 vacinas que precisam ser tomadas na idade adulta, entre elas, contra a meninigte, HPV e doença pneumocócica. “Além dessas, precisamos garantir a imunização da Hepatite B, varicela e gripe, doenças facilmente transmitidas de adultos para bebês, que sem anticorpos, correm maior risco de morte”, diz a pediatra Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Assim como a vacina contra a coqueluche, a imunização contra a varicela e rubéola são contraindicadas durante a gravidez. Hepatite B e gripe podem e devem ser tomadas durante a gestação, porque os anticorpos chegam até o bebê. Lembre-se de que o cuidado com a saúde de sua família começa em você!

De olho na coqueluche

A coqueluche, mais conhecida como tosse comprida, é causada pela bactéria Bordetella pertussis, que leva ao mau funcionamento da traqueia e dos brônquios, causando tosse seca ininterrupta. Com o esforço causado pela tosse, o paciente pode ter hemorragia nos olhos e no cérebro. Os primeiros sintomas são parecidos com o da gripe: tosse, coriza, febre e olhos irritados. Em uma segunda fase, caracteriza-se pelo acesso de tosses sucessivas que podem ser acompanhadas de muco e vômito. As crises tendem a ser mais frequentes à noite.

Nos jovens e adultos a doença cursa de forma diferente do que em bebês. Geralmente é branda, caracterizada por tosse persistente, muito confundida com resto de resfriado. Estima-se que entre 20 e 25% dos adultos com tosse por mais de duas semanas estejam infectados pela bactéria. A transmissão ocorre pelo contato direto ao falar, tossir ou espirrar.

Fonte: Revista Crescer (Bruna Menegueço)

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quarta-feira fev 22, 2012

Receitas: Vitaminados

Verão combina com sol, mar ou piscina e… refrescos. Além de água e sucos, você pode preparar vitaminas. Pedimos para a nutricionista Claudia Lobo, autora do livro Comida de Criança (MG Editores), dicas de receitas com combinações deliciosas e inusitadas.

O preparo de todas é o mesmo: bata os ingredientes no liquidificador e sirva frio – o ideal é não coar para preservar as fibras das frutas. Rendem um copo. Confira:

Pera com banana
Ingredientes:

1 ½ fatia de abacaxi
½ banana-prata
½ pera com casca
½ copo de leite
* Deve ser consumida imediatamente após o preparo.

Abacate com mamão

Ingredientes:

½ copo de leite
¼ de abacate maduro
¼ de mamão papaia
* Deve ser consumida imediatamente após o preparo.

Abacaxi com damasco

Ingredientes:

1 fatia de abacaxi
½ banana
½ xícara de iogurte natural
2 damascos secos
* O ideal é consumi-la em até 30 minutos (sob refrigeração).

Fonte: Revista Crescer

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sexta-feira fev 17, 2012

Ler para o bebê aumenta vínculo entre mãe e filho

Se você não vê a hora de o seu bebê crescer para ler todos aqueles lindos livros infantis com ele, saiba que não precisa esperar. Um estudo feito com 116 famílias no Montreal Children’s Hospital, no Canadá, e publicado no Journal of Developmental and Behavioral Pediatrics mostra os benefícios da leitura para as crianças já nos primeiros dias de vida: aumenta o vínculo com os pais, tem efeito tranquilizador e ajuda no desenvolvimento cerebral.

Conduzida com pais de bebês internados na unidade de tratamento intensivo, a pesquisa apontou que a situação estressante de ir para casa sem o recém-nascido pode dificultar a ligaçãoentre os pais e a criança. Mas o simples ato de ler um livro em voz alta para o bebê facilita essa aproximação.

De acordo com o relatório, a leitura traz benefícios para toda a família: 69% dos pais sentiram-se mais próximos dos filhos, além de ter a sensação de controle, intimidade e normalidade – mesmo no ambiente hospitalar. Para os bebês, a voz dos pais tem efeito tranqüilizante. “É como se fosse um acalanto. Você está embalando seu filho com palavras”, diz Ilan Brenman, escritor e doutor em educação, que coordenou o projeto Biblioteca viva em hospitais, da Fundação Abrinq, em hospitais de todo o Brasil no início dos anos 2000.

O contato cedo com os livros também ajuda no desenvolvimento da linguagem e facilita, no futuro, a criança aprender a ler. Além disso, a qualidade dos sons que o bebê ouve afeta o funcionamento da audição e a linguagem usada nos livros geralmente é mais rica do que a linguagem do dia a dia. “Ao ler, usamos voz, ritmo e tom diferentes da conversa diária. Isso prende a atenção da criança e, mais para frente, chega na formação do leitor”, completa Brenman.

Fonte: Revista Crescer (Fernanda Tambelini)

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quinta-feira fev 16, 2012

Estimule as inteligências do seu bebê

Você sabia que é possível desenvolver a inteligência e as habilidades do bebê através de estímulos em forma de simples brincadeiras? O cérebro do bebê cresce de acordo com os estímulos que ele recebe. Assim, quanto mais estímulos agradáveis ele receber nas diferentes fases da vida, mais sinapses se formam e, portando, mais habilidades serão desenvolvidas.

A principal tarefa dos pais é proporcionar os estímulos certos para que as inteligências psicológicas e motoras do bebê se aprimorem. Ficar bem perto do bebê ao falar com ele e oferecer objetos de cores fortes e contrastantes são maneiras de ajudá-lo, por exemplo, a treinar os recursos visuais. Já para garantir uma audição apurada, converse bastante com seu bebê, cante para ele, conte histórias e deixe-o escutar músicas de estilos variados – incluindo as instrumentais. Quanto antes o bebê começar a ser estimulado, melhor, porque o maior desenvolvimento ocorre até os 3 anos de idade, período no qual o cérebro cresce 60%. Julia Manglano, especialista em estimulação infantil, dá um exemplo: “o bebê que tenha tido o privilégio de ouvir música clássica desde o seu nascimento terá uma capacidade auditiva muito mais desenvolvida e, por isso, mais facilidade para a música e o aprendizado de línguas”.

De acordo com a Dra. Maggie Redshaw, especialista em desenvolvimento infantil, os bebês também precisam brincar. “Brincar deve fazer parte da rotina de todas as crianças. Os pais precisam dar chances aos bebês de experimentar e aprender”. Brincando, a criança analisa, mede, associa, classifica, nomeia e, assim, desenvolve o raciocínio. Fabio Ancona, pediatra e consultor da Pampers, explica que a criança brinca e se encanta com aquilo que está na volta dela. “Por isso, não interromper o que o bebê está fazendo e sempre estimular a repetição é importantíssimo”, ele completa. Mais do que um brinquedo, muitas vezes o que a criança precisa é de um bom companheiro ao lado dela. E, nessa hora, nada melhor do que você mostrar que está lá.

Confira algumas sugestões de brincadeiras para desenvolver as inteligências do seu bebê:

Inteligência auditiva:

· Coloque um trecho de música erudita de qualidade para o seu bebê ouvir durante 3 minutos. Ele deve ouvir o mesmo trecho 3 vezes por dia, durante 1 semana, e depois substitua por outra peça.

Inteligência visual:

· Mostre diferentes fotos ao bebê.

· Mostre ao bebê 10 imagens. Você deve nomeá-las 3 vezes por dia, durante 1 semana. Exemplos: 10 fotos de cachorro, 10 de frutas, 10 de árvores, 10 de flores ou 10 objetos da casa.

· Leia e mostre livros ilustrados todos os dias ao bebê.

Inteligência manual e táctil:

· Dê diferentes objetos para que o bebê segure.

· Dê ao bebê caixas para que ele abra e fecha

· Estimule o seu pequeno a brincar com panelinhas e água.

Inteligência linguística:

· Converse muito e faça perguntas curtas ao bebê.

· Use sempre o vocabulário correto.

· Repita os sons emitidos pelo bebê.

· Exponha ao bebê a várias línguas, sem misturá-las.

Inteligência motora:

· Dê ao bebê a oportunidade de se arrastar várias vezes ao dia.

· Brinque com ele de engatinhar.

· Dance com o bebê.

Fonte: M de Mulher (Aline Gomiero)

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