Encontrar um "babysitter" homem
no Brasil é como procurar uma agulha em um palheiro.
Os poucos que exercem a profissão se consideram uma
"ave rara" e dizem que enfrentam preconceito.
É o caso de Sérgio Pucci, 22 anos,
estudante do segundo ano de administração de empresas
da Universidade Mackenzie (SP). Ele fez um curso
de "babysitter" em 1993, . Na seqüência, surgiram
os primeiros trabalhos.
Seus colegas de faculdade desconhecem
sua atividade como babysitter. "Sabe como é, na certa
ia pintar gozação. De modo geral, não ligo para isso,
não sou mais homem ou menos homem porque troco fraldas
de criança."
Segundo ele, muitas pessoas estranham
o fato de ele cuidar de crianças profissionalmente.
"A sociedade ainda não aceita bem".
Fazendo bicos de "babysitter", Sérgio
ganha o equivalente a 40% do seu salário - que não
quis revelar - de monitor no Colégio Nossa Senhora
das Graças (SP).
A vantagem de Sérgio é não ter de
correr atrás de clientes. "Os pais que têm filhos
matriculados na escola costumam me chamar. Ele também
faz festas infantis.
Para Mauro Santos, 47 anos, emplacar
na profissão é difícil. No ano passado, também passou
por um curso de "babysitter", mas nunca conseguiu
trabalho.
"As mães não aceitam homens. Desisti
de ser babysitter devido à resistência que encontrei".
Atualmente, Mauro exerce a função de escriturário
na Nossa Caixa.