Seu filho é disperso, ronca
durante o sono, baba ou dorme com a boca aberta?
Saiba que ele pode ter problemas com a respiração.
Conheça as principais características
da síndrome do respirador bucal.
- Ginástica
e respiração perfeita
- Combustível para
o cérebro
- Tratamento sempre
Você deve estar estranhando
a pergunta acima, mas com algumas dicas conseguirá perceber
se seu baixinho respira ou não corretamente.
Aspirar o ar pelo nariz e soltar pela boca pode
parecer simples, mas nem todos conseguem realizar
essa tarefa. Embora seja uma função
involuntária de nosso corpo, algumas crianças
têm dificuldade em mantê-la e passam
a respirar pela boca, prejudicando todo o organismo.
Para ter a certeza de que seu
filho respira corretamente, confira seus movimentos
por alguns minutos enquanto dorme. Verifique se
ele permanece com a boca aberta, ronca ou baba.
Essas características são fundamentais
para decifrar o problema respiratório.
Casos mais graves podem ser confirmados
simplesmente pela aparência da criança:
olheiras profundas e roxas e os dois dentes da
frente tortos e formando um triângulo na
arcada superior são sinais de respiração
bucal intensa.
Ginástica e respiração
perfeita
Para a dentista Carla Di Rago
Todescan, de São Paulo, bebês que
mamam no peito têm grandes chances de respirar
corretamente, pois o movimento de sucção
ajuda o pequeno a respirar pelo nariz. A ginástica
facial feita durante o aleitamento materno é extremamente
importante. "Crianças que mamam no
peito só têm benefícios",
confirma a doutora.
Tomar mamadeira dificulta a respiração
de bebê. Enquanto se alimenta, ele engole
ar pela boca e diminui o trabalho nasal. A princípio,
isso pode parecer irrelevante, mas quem respira
pela boca deixa de ganhar de 20 a 40% de oxigênio
para o corpo. E, além disso, aspira ar seco,
frio e em alguns casos poluído, alterando
o metabolismo pulmonar.
Combustível para o cérebro
Crianças que respiram pela
boca são mais dispersivas e inquietas. De
acordo a especialista, só o cérebro
humano consome 25% de todo o oxigênio de
que necessitamos. Portanto, se o pequeno, respirando
pela boca, não consegue obter gás
suficiente para o trabalho do corpo, o rendimento
cerebral também diminui.
"O cérebro não
se tornará defeituoso, mas não terá combustível
suficiente para realizar todas as ligações
com os neurônios e funcionar perfeitamente",
explica a dra. Carla. Com isso, a criança
perde o poder de concentração e o
rendimento escolar cai. Outra conseqüência
do problema diz respeito à postura. Quem
sofre da síndrome do respirador bucal geralmente
tem maior tendência a desvios de coluna.
Ao perceber qualquer sintoma da
doença procure um especialista, mas não
espere seu filho chegar ao início da adolescência
para corrigir o problema. O tratamento deve começar
o mais cedo possível. A correção
da respiração depois dos 12 anos
de idade é mais complicada e demorada.
Tratamento sempre
Segundo a dra. Carla, o tratamento,
num caso extremo, vai durar pelo menos quatro anos.
A criança precisará utilizar aparelhos
dentários, fazer fisioterapia, fonoaudiologia
e até ter a ajuda de psicólogos.
O sucesso vai depender da ação conjunta
de vários especialistas.
Consulte um dentista para diagnosticar
o problema e não deixe de tratar. Uma respiração
bucal prolongada por toda a vida pode gerar algumas
complicações na fase adulta. Por
falta de oxigênio, o trabalho cardíaco
será mais intenso e a pressão arterial
corre riscos de sofrer alterações.
Lembre-se: criança
que respira pelo nariz tem melhor rendimento
escolar e sorriso mais bonito!
Fonte: site clickfilhos.com.br